COMISSÃO DE POLÍTICA EDUCATIVA

Este ano de 2009 será, sem dúvida, um ano diferente e muito rico em discussão política. A Lista A quer que as políticas educativas sejam, mais do que nunca, discutidas pela indissociável presença que tem no quotidiano das universidades, das escolas nos seus diferentes graus de ensino e do dia-a-dia de todos os alunos enquanto figura central de todo o processo educativo. No quadro actual, em que as Associações de Estudantes do Ensino Superior são chamadas a participar dos processos negociais e de discussão tendentes à aprovação dos diplomas que o conformam, parece-nos de maior importância que exista uma estratégia clara e arrojada de assumir a área das Políticas Educativas com especial acuidade.

Queremos dar continuidade ao esforço que tem sido colocado na alteração do estatuto de trabalhador estudante, potenciando uma Comissão com o intuito de definir um estatuto de trabalhador-estudante adequado às novas realidades pedagógicas da Universidade do Minho.

Assim, e porque a educação é e será, cada vez mais, o capital que nos distingue num mercado concorrencial, pretendemos dar continuidade a um gabinete de estudo que faz pesquisas sobre o que de bom se faz no Ensino Superior em países que são referências ao nível de modelos de ensino-aprendizagem, de gestão escolar, de dimensão do espaço escola, entre outras.

Desta forma, estaremos preparados para quando formos chamados a fazer propostas sermos, efectivamente, capazes de lançar ideias e contributos que possam constituir-se como mais-valias para o Ensino Superior em Portugal.

Durante muitos anos a evolução do ensino em Portugal nem sempre trilhou os caminhos desejados. Neste momento, existem pontos cruciais para que o ensino superior possa encarrilar. De facto, diversas instituições sentiram, e vêm sentindo ao longo dos últimos anos, o apertar das suas limitações financeiras tendo, em alguns casos, atingido situações de sub-financiamento verdadeiramente dramáticas, por isso prometemos estar atentos e marcar uma posição firme relativamente ao financiamento do ensino Superior em Portugal. Sabemos que a Lei do Financiamento poderá estar brevemente em discussão e nesta matéria não queremos permitir um aumento das propinas e por consequência o aumento das dificuldades colocadas aos estudantes e às suas famílias. Marcaremos uma firme posição relativamente a todos os diplomas legais que poderão vir a ser publicados no próximo ano.

Esta é a oportunidade que tem de ser agarrada com as duas mãos. Só sendo capazes de assumir posições críticas responsáveis, sérias e credíveis nas tomadas de decisão de hoje estaremos a construir o Ensino Superior que pretendemos amanhã.

Pretendemos também, de modo a que os resultados que resultem dos trabalhos desta comissão reflictam pluralidade, que as suas discussões e intervenções sejam um espaço sem muros, ou seja, que a discussão extravase as salas da AAUM para o resto da Universidade e dos estudantes.

Com a implementação do Processo de Bolonha, o objectivo passa agora por resolver definitivamente os problemas que Bolonha está a causar e potenciando o que tem de bom.

Neste sentido propomo-nos a levar a cabo fóruns de discussão em que seja dada a oportunidade a todos os estudantes de contribuírem para os documentos que servirão de base de trabalho à comissão e utilizar formas de comunicação criativas e capazes de chegar à opinião pública e ao Governo. Sermos sérios e construtivos naquilo que defendermos. Só depois estaremos preparados para mobilizar os estudantes da Universidade do Minho em defesa dos seus reais interesses, e ninguém melhor que nós (estudantes) os conhecemos tão bem.

Só ouvindo os alunos, os seus anseios, receios e dúvidas, bem como, as suas propostas e ideias pode esta comissão ter nos seus documentos o crivo de identificação com as preocupações acerca do caminho que o Ensino Superior deve empreender.